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A Modinha do Coaching - por Dora Machado


Eu escrevi este artigo em 2017, mas continua sendo atual.


Outro dia ouvi uma analogia muito interessante: "Você se lembra da época em que era ser chique ter um personal trainer? Pois é: ocorre o mesmo com o Coach agora!"


Eu não havia nem pensado nisto! E não é que é verdade? Moda, moda e moda!


Eu nunca gostei de modismos. Nunca me vesti com marcas caras, apesar de me acharem chique, normalmente. Nunca gostei de academias caras com personal trainers caros. Nunca gostei de estudar algo que todo mundo estudava.


E olha só agora: Sou Coach há mais de uma década e estou no meio deste caos.

Mas não é bacana?


Vou então comentar alguns pontos que julgo importantes a seguir. Uma modesta opinião de quem atua no mercado de trabalho como gestora de equipes técnicas, mas, acima de tudo, gestora de gente! Sempre gostei muito de trabalhar com gente. E acho que foi isto que me levou a ser Coach, além das minhas capacitações técnicas, que sou conhecida no mercado.

Tudo começou em 2002, quando percebi que não era boa o bastante, só porque conhecia muito. Eu precisava mais. Precisava ser boa com gente. Percebi que conseguia facilmente atingir objetivos com alguns e, por outro lado, com outros, era praticamente impossível sequer um diálogo.


Fui estudar gente. A melhor maneira foi com minha mestre eterna, Vilma Chiorlin, onde comecei a perceber que eu também fazia parte daquele ciclo.

Estudei no Brasil, na Alemanha, nos EUA. Com gente conhecida, com gente nem tanto.

E me preparei. Não somente para aprender, mas também para trocar.


Trocar experiências era algo que eu nem imaginava que iria acontecer tanto.


E hoje, após mais de uma década, vejo que meu objetivo de focar resultados com gente foi atingido: em muitos momentos de conflitos na área técnica, seja em um projeto pontual ou em um processo mais longo, percebo que utilizar uma técnica focada para intervenção com a equipe ou parte dela é fundamental para o sucesso. Sucesso de todos. Não só de um. Mas sucesso de todos.


E isto vem de encontro ao que sempre pensei e preguei: "A empresa vai bem quando o colaborador está satisfeito e sabe para onde tem e quer ir."


Isto mesmo: nem sempre saber pra onde ir significa querer ir. E o processo de Coaching em Equipe, que é dos existentes o que mais me fascina, pode fazer sim com que as pessoas percebam o melhor caminho.


Aí volto a falar sobre a "modinha" do Coaching.


Um bom Coach (profissional de Coaching, que é o processo) não é aquele que fica dando dicas para o Coachee (Cliente do processo de Coaching). Um bom Coach estuda infinitas possibilidades diferentes para que possa oferecer ao Coachee (seu Cliente) a melhor ferramenta. Esta sim, a ferramenta, é o caminho para que o próprio Coachee descubra o seu caminho, seu propósito.


Vejo vários Coaches (profissionais do Coaching) fazendo exatamente o contrário. Cuidado com este tipo de profissional. O Coach não é um terapeuta. Ele é, como digo, um especialista em "fazer perguntas", sejam elas diretas ou indiretas, através destas tais ferramentas.


E só é possível ter uma gama infinita de ferramentas "estudando", e muito.


Há alguns Coaches que conheço que são antigos ou atuais altos executivos de empresas que se "auto" denominam Coaches devido a sua experiência de mercado em atuar bem com pessoas. Neste caso, cuidado novamente. Este profissional pode ser um bom Mentor, mas não um Coach. Não é somente sua experiência com pessoas que dá o direito de um profissional opinar sobre isto ou aquilo na vida de uma pessoa, seja profissional ou pessoal ou ambos.


Ser Coach é algo que se aprende. E garanto que não é de uma hora para a outra.


Oras. Se o profissional que estuda em uma instituição "renomada", paga por um final de semana praticamente R$ 5.000,00 e recebe um monte de informação e lavagem cerebral de que agora ele é um Coach, ele acredita e vai.


Mas pense: ele nem sabe o que é exatamente a partir dali. Sim. Ao invés de atualizar seu perfil no LinkedIn como Coach, ele atualiza para Coaching. Ou seja, ele nem sabe o que está falando (e vi dois casos recentemente, como disse acima).


Obviamente eu enviei uma mensagem pra eles corrigirem este absurdo imediatamente, mas olha que perigo!

A pessoa nem sabe o que está falando. Quem dirá cuidar de você.


Outra coisa: o profissional, o Coach, ele não cuida de você. Novamente exponho aqui: ele traz ferramentas para que você ou o Cliente encontre o "seu" melhor caminho.


Cuidado com milagres. Eu fui estudar Coaching pelos motivos que expus anteriormente e também porque passei por uma situação em uma empresa que me fez perceber que eu queria ser um profissional daquele tipo, ou melhor, do oposto daquele profissional (Coach) que eu havia me deparado.


Trabalhei em uma empresa, onde fui "presenteada" com um processo de Coaching. A Diretora de RH queria que eu fizesse o processo (descobri depois) porque queria "razões" para me demitir daquela empresa, já que os números estatísticos que eu e minha área apresentávamos não davam a ela esta oportunidade.


Ela sugeriu então ao meu presidente, para quem eu respondia naquela época, um processo de Coaching com uma profissional da confiança dela. Tudo, absolutamente tudo que eu colocava nas sessões de Coaching, era passado um relatório para o meu presidente, sem tirar nem por. Momentos meus de fragilidade em relação a temas pessoais foram colocados à mesa como uma pessoa frágil, de maneira geral. Fui taxada como uma pessoa que não sabia lidar com emoções e demitida.


Fui então tocada com isto e decidi estudar para ser exatamente o oposto: auxiliar profissionais a se encontrarem, a encontrarem suas metas e seus propósitos. E o melhor de tudo: garantir ao Cliente que o processo é totalmente confidencial entre eu e o Cliente. O gestor dele pode até implorar, mas se o Cliente não autorizar, não digo.


Não acredito que expondo as fragilidades do Coachee, a empresa terá seu resultado. O resultado vem através do que o próprio Coachee pode e deve enxergar que pode fazer de melhor. E isto sim é resultado prático.


O que mais amo fazer? Lidar com bons profissionais que se respeitem e respeitem uns aos outros. Nem sempre é assim, vamos combinar! Exatamente aí que entra um bom Coach: ele consegue perceber onde estão as falhas do processo e atacá-las, com a ajuda dos próprios colaboradores, que percebem exatamente o que é que tem de ser feito.


O processo de Coaching de Equipe fica mais rico ainda quando é liderado por um profissional que entenda tecnicamente da área.


Eu sempre defendo que um bom Coach NÃO é um psicólogo.


Mas defendo principalmente que ele NEM deve ser mesmo. O psicólogo tem seu papel.

E eu tenho recebido ao longo dos anos vários feedbacks positivos sobre eu não ser psicóloga. Entender e conhecer profundamente como as organizações funcionam e suas áreas técnicas, especialmente, pode gerar sim mais e melhores ferramentas (por exemplo perguntas diretas ou indiretas) sobre como o Cliente poderia proceder em uma determinada situação.


Isto faz a diferença.


Muitos devem se perguntar: Dora, você é Coach? Não sabia.

Muitos não sabem mesmo. E é esta a ideia. Um bom processo de Coaching se inicia com um problema processual. E é aí que entro.


No meio de uma análise SWOT ou de um Canvas, onde pessoas tem opiniões divergentes e impactantes para a criação de um bom e focado plano de ação, é aí que entra um bom profissional de Coaching: ferramentas objetivas para obter-se um resultado.

Resultado prático, rápido e focado.


O que mais esperar? Tudo, menos profissionais que brinquem com seus sentimentos.

Procure. Permita-se encontrar. Bons profissionais existem aos montes. Ao primeiro sintoma de que o Coach te dá dicas valiosas ou conselhos, pule fora. Você é o dono do processo.

E este processo bem conduzido só pode gerar um resultado: satisfação da empresa e do colaborador.

Resultados!


Hoje, acrescento a este texto, que sou Estrategista de Personal Branding inclusive. Eu sinceramente me incomodava um pouco com este rótulo e a tal "modinha". Enfim, estou falando sempre de um pilar básico pra que inspiremos a pessoa a ter sucesso em todos os sentidos e áreas de sua vida pessoal e profissional: o Autoconhecimento.

E você? Se conhece? Boa jornada pra nós!

Dora Machado


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